5 maiores exportadores agrícolas do mundo (2021)

maiores exportadores agrícolas do mundo
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Que 2021 não foi fácil, não é novidade para ninguém.

Com tantas incertezas econômicas, políticas e sociais, somadas ainda mais à pandemia de Covid-19, foi um ano de grandes desafios para o mundo todo (e sim, infelizmente podemos dizer isso de forma generalizada mesmo!).

Porém, também foi um ano no qual as relações comerciais entre diversos países tiveram um excelente desempenho, em especial, na área de exportações agrícolas.

Quer saber quem mais se deu bem em 2021?

Então confira essa lista que preparamos com os 5 maiores exportadores agrícolas do mundo.

Quais são os maiores exportadores agrícolas do mundo?

Sem mais delongas, separamos os cinco maiores exportadores de produtos do mundo em 2021, segundo dados apresentados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Vale ressaltar que os dados refletem valor monetário, em bilhões de dólares, e não o volume exportado.

5. Brasil – U$ 55.4 bilhões

brasil exportação

A nossa amada pátria, obviamente, não ficou de fora.

Não é de hoje que o Brasil vem se destacando no mercado de exportações de commodities

Só em 2020, o agronegócio representou mais de 20% do PIB do país. Esse, por sua vez, representa metade das exportações do Brasil.

Os principais produtos de exportação do agronegócio brasileiro são a soja e a carne bovina.

Veja também: Os 4 maiores exportadores de soja no Brasil

4. França – U$ 68 bilhões

frança exportação agrícola

A França é um dos maiores exportadores do mundo, não só no agronegócio, tendo como principais parceiros comerciais Espanha, Itália, Alemanha, Reino Unido e Bélgica.

Suas atividades agrícolas envolvem principalmente trigo, milho, batata, uva, maçã e beterraba sacarina, e se destaca na exportação de vinhos, visto também a grande tradição culinária do país.

3. Alemanha – U$ 70.8 bilhões

alemanha exportação de madeira

Para quem acompanha as atividades do mercado mundial de importações e exportações mundiais dos últimos anos, não é uma grande novidade a Alemanha estar em terceiro lugar nesta lista.

O país vem em uma crescente nas atividades de comércio exterior nos últimos dez anos, sem projeção de desaceleração ou estagnação.

No setor de agronegócio, a Alemanha se destaca na exportação de madeira, em especial para a China.

2. Holanda – U$ 79 bilhões

holanda exportação de flores

Em segundo lugar, está a Holanda, com o valor de U$ 79 bilhões em exportações em 2021.

O interessante de observar sua posição nessa lista, está no fato de a Holanda possuir um pequeno espaço territorial, em comparação aos Estados Unidos (primero colocado).

O que justifica este posicionamento são os tipos de produtos exportados por este país.

A Holanda é responsável pela metade da exportação de flores e plantas do planeta (que, por sua vez, possuem um alto valor monetário), além de ser líder mundial de fornecimento de tomates e pimentas.

1. Estados Unidos – U$ 118.3 bilhões

Exportação Estados Unidos

Na primeira colocação estão os Estados Unidos.

Pela sua extensão territorial continental, o país é também um dos grandes produtores agrícolas do mundo e, somado ao fato de ser uma das maiores economias, justifica-se o motivo de seu posicionamento como primeiro da lista.

Os Estados Unidos se destacam na exportação de commodities de soja, milho e trigo.

O Brasil pode crescer ainda mais?

A resposta não é “sim”, mas, “com certeza!

Segundo um levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), nos próximos cinco anos o Brasil pode se tornar o maior exportador de grãos do mundo.

Atualmente, o país já é responsável por produzir uma quantidade de alimentos que atende mais de 800 milhões de pessoas ao redor do planeta.

Mesmo com o advento da pandemia de COVID-19, a safra de grãos 2020/2021 teve uma projeção de aumento de 6%, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

Isso vai totalmente em direção a outros dados importantes a serem analisados: 

Enquanto o PIB brasileiro teve um crescimento negativo em 2020, a agropecuária teve uma evolução de 24,2%, em comparação a 2019.

Isso representou uma participação de 26,6% no PIB daquele ano, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

catálogo equipacenter 2023

Alguns fatores foram influentes para se alcançar tais números.

Um deles foi o aumento da adoção da agricultura de precisão, o que modernizou e agregou a tecnologia ao campo, aumentando os resultados alcançados neste período de tempo.

Com tantos dados positivos para o setor, fica evidente que, apesar da pandemia, o agronegócio não parou e nem pôde parar.

Muito pelo contrário.

A projeção é de aumento da atividade agrícola e de exportação.

Porém, há desafios para que os processos em torno da exportação de produtos, não só agrícolas, sejam ainda mais fluídos e significativos. 

A seguir, separamos 5 desafios que precisam ser resolvidos para que a exportação brasileira cresça ainda mais.

5 desafios do Brasil na Exportação

Como vimos, já há projeções para o Brasil crescer ainda mais na exportação e rankear melhor nessa mesma lista nos próximos anos.

Porém, quais são os desafios que precisam ser superados para concretizar tal previsão?

Abaixo, listamos os principais. Confira:

1. Infraestrutura

No Brasil, há uma descentralização de poder quando o assunto é o comércio internacional.

A falta de unificação deste assunto em um órgão executivo faz com que diversos órgãos e secretarias atuem conforme a necessidade do assunto, como gestão, controle tributário, políticas internacionais e assim por diante.

Desta forma, inviabiliza a agilidade na execução das operações pela falta de infraestrutura adequada. 

Um exemplo claro disto é a precariedade dos portos. 

Diversas empresas entregam seus produtos no país, porém, os mesmos acabam tendo a entrega atrasada pela baixa qualidade destes lugares.

2. Documentação e burocracia da alfândega

Atualmente, há uma série de documentações e burocracias alfândegas para as operações de exportação entre empresas.

É realmente uma grande lista de obrigações para efetivamente acontecer o comércio exterior, em partes, reflexo da descentralização de poder que citamos no tópico anterior. 

A simplificação de tais exigências e burocracias facilitaria o fluxo de mercadorias de negócios fechados entre empresas brasileiras e de diversos outros países.

3. Legislação tributária e custos com transportes

Naturalmente, a legislação tributária gera muitas dúvidas em empresários e exportadores pela sua complexidade, além de apresentar alguns desafios.

Um deles é a alta carga tributária para a exportação.

Tal taxa dificulta a competitividade de produtos brasileiros no exterior, o que, por vezes, diminui o interesse ou inviabiliza seu comércio internacionalmente.

Além disso, antes mesmo de despachar a mercadoria para fora do país, há os custos internos na locomoção de produtos dentro do território nacional, como as taxas de portos.

Tudo isso soma-se ao custo final da venda internacional, sendo necessário realizar um grande planejamento de viabilidade, o que dificulta e atrasa (e muito) esse tipo de comércio.

4. Demora dos processos alfandegários

Além da burocracia em torno da alfandegagem, a demora na análise e liberação de produtos pela mesma faz com que o planejamento de comércio exterior seja ainda maior.

É preciso levar em consideração esse gap de tempo na hora de enviar um produto para fora do país o que, por si só, gera atrasos em todos os processos em torno da exportação.

5. Despadronização

Pelas questões levantadas até aqui, fica evidente que em todo o processo há uma grande despadronização de etapas.

Embora haja uma legislação nacional, pela existência de diversos órgãos e secretarias que cuidam das diferentes necessidades em torno do comércio exterior, há interpretações diferentes e não claras de como agir, surgindo diversos tipos de orientações a serem seguidas.

Por isso, para atender a todas as diferentes exigências, é necessário realizar um planejamento com muita antecedência e manter processos internos bem estruturados a fim de evitar dores de cabeça no decorrer do envio.

Há um grande desafio pela frente 

Porém, sabemos que o Brasil tem um grande potencial para, nos próximos anos, nossa colocação no ranking de exportação esteja em patamares mais elevados.

E essa é uma perspectiva boa, logo que representa uma grande melhora na economia do país, significando mais empregos e poder de compra para toda a população.

Mas, agora que você já conhece os ranking de maiores exportadores agrícolas no mundo em 2021, e observando o cenário global, qual a sua aposta para 2022?

Deixe nos comentários qual é a sua análise e não deixe de assinar nossa newsletter para receber mais conteúdos sobre o mundo do agronegócio e da logística.

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