11 Principais Doenças do Trigo, Sintomas e Como Controlá-las

Doenças do trigo
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Quem trabalha no campo e colhe trigo sabe que a lavoura requer cuidados para que os índices de produtividade sejam os melhores possíveis.

A cautela do produtor não deve ser apenas com a escolha de boas sementes e fertilizantes, mas também deve incluir uma rotina de inspeção contra as pragas e doenças.

Contudo, não basta detectar uma planta doente, é importante reconhecer o tipo de doença do trigo e qual a melhor forma de controle para o problema.

Este será o tema do nosso artigo de hoje. 

Prepare-se para conhecer mais sobre as principais pragas e doenças do trigo, quais são os sintomas apresentados pela lavoura e qual o procedimento correto para erradicá-las. 

Boa leitura!

Conheça as 11 principais doenças do trigo

A partir de agora, você verá uma lista com as 11 principais doenças do trigo e quais são as formas de controle e como elas se manifestam. Acompanhe!

1. Mancha amarela

mancha amarela

Mancha amarela é uma doença comum e que afeta plantações de trigo do Brasil e também nos EUA. 

Trata-se de um fungo que deixa manchas nas folhas da planta e libera toxinas que matam a espécie e podem reduzir a capacidade da lavoura em mais de 50%.

A doença se manifesta em forma de manchas amarelas e marrom escuras com cerca de 2mm

Quando a mancha amarela evolui, as lesões mudam de cor e ficam marrom pardo no centro e amarelado nas pontas. 

Para controle, recomenda-se realizar rotação de cultura a fim de reabastecer o solo com nutrientes que contribuem para a resistência do trigo, além do uso de fungicidas. 

2. Helmintosporiose ou mancha marrom

Helmintosporiose ou mancha marrom

A helmintosporiose aparece com mais frequência nas regiões produtoras que têm temperatura mais elevada.

A doença é causada por um fungo e é caracterizada por deixar o trigo com uma ponta preta nos grãos. 

No início, surgem pequenas manchas de necrose na cor parda e conforme ela evolui surgem as pontas enegrecidas. 

Assim como em casos de mancha amarela, é recomendado a rotação de cultura e o uso de fungicidas. 

3. Septoriose

Septoriose

Doença rara no Brasil, mas que causa efeitos negativos como redução da massa dos grãos e escurecimento das plantas. 

Os sintomas iniciais são manchas levemente amareladas de forma elíptica, que evoluem para necrose no tecido da planta.

Assim como as outras doenças relatadas até aqui, a Septoriose também é causada por um fungo e a forma de controle da praga é feita por meio de aplicação de fungicidas e rotação de cultura.

4. Oídio

Oídio

Doença que ocorre nas folhas do trigo e que reduz o rendimento da planta e a qualidade dos grãos. 

A praga é mais comum nas regiões mais frias e que tem baixa incidência de chuvas. 

Plantas com oídio apresentam colônias aparentes de fungos (conhecidos como micélio) que são manchas brancas acinzentadas que se espalham nas folhas, mas podem atingir também a espiga.

Além do uso de fungicidas, é recomendado que o lavrador que mora em regiões frias e secas converse com um especialista em trigo para encontrar as subespécies que são mais resistentes à praga.

5. Ferrugem

Ferrugem

Doença presente em todas as regiões de cultivo do trigo, mas que tem mais impacto em locais úmidos e temperaturas amenas

A praga pode acontecer tanto nas folhas quanto no colmo e na espiga.

Os sintomas começam com pequenos pontos ovais de cor amarela. Porém, conforme evolui, a ferrugem deixa manchas maiores e arredondadas de tonalidade alaranjada. 

Em infecções mais graves é possível notar a criação de uma pequena poeira em cima da área atingida. Ela é constituída dos esporos do fungo que está atacando a planta. 

O tratamento para a doença é realizado com o manejo de fungicidas. 

6. Giberela

Giberela

Doença mais comum nas regiões chuvosas, especialmente na época de floração. A giberela ataca a espiga das plantas e representa uma ameaça tanto para a saúde do trigo quanto para humanos e animais.

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O problema é tão sério que há até mesmo um nível máximo de tolerância à presença da toxina que é liberada pelo fungo que dá origem à praga.

Como sintomas, é possível destacar a destruição da clorofila na região afetada e o branqueamento da espiga. Os grãos afetados ficam com uma cor rósea e aspecto rugoso.

O controle da giberela envolve o uso de fungicidas durante o período de floração do trigo.

7. Brusone

Brusone

Praga mais comum nas zonas mais frias e também presente nas plantações de nossos vizinhos, como Bolívia, Argentina e Paraguai. 

O fungo causador é capaz de infectar diversas regiões da planta, porém, os maiores estragos são notados na base da espiga. 

O principal sintoma é o branqueamento da espiga e pontos pretos de infeção. O fungo também é capaz de atacar as folhas, onde deixa lesões cor de palha com bordas avermelhadas. 

Além do uso de fungicidas, é recomendado que o lavrador alterne os momentos de plantio para evitar os períodos mais críticos, que ocorrem quando há excesso de chuvas e baixas temperaturas.

8. Mal-do-pé ou podridão negra das raízes

Mal-do-pé ou podridão negra das raízes

Doença comum na fase de reprodução do trigo, sendo mais comum em áreas onde a lavoura sofre com acúmulo de água no sono. 

Os sintomas começam pelas raízes, que manifestam manchas pretas e subdesenvolvimento. 

As folhas também podem manifestar sintomas, como redução do aspecto verde e ressecamento.

Geralmente as plantas infectadas apresentam dificuldades para crescer e produzir grãos. O fungo causador pode ser combatido com adaptações para otimizar a retenção de água do solo e também com auxílio de fungicidas.

9. Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada (VNAC)

Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada (VNAC)

Como o nome já diz, o transmissor da VNAC é um vírus, que afeta o potencial de crescimento do trigo e também do centeio, aveia e cevada. 

A doença é mais comum em anos de estiagem e altas temperaturas. 

O sintoma característico aparece na folha bandeira, que se torna ereta e com tons amarelados ou arroxeados

As plantas infectadas também crescem menos e aquelas que apresentam alta infecção ficam com glumas escurecidas. 

O controle envolve a escolha de variações do trigo mais resistente à doença e também o uso de defensivos agrícolas para combater os pulgões, que são hospedeiros do vírus. 

10. Estria bacteriana

Estria bacteriana

Esta praga é bem democrática e atinge todas as regiões produtoras de trigo ao redor do globo.

A doença é causada por bactérias e se caracteriza por deixar estrias translúcidas no sentido da nervura das folhas.

Conforme a doença evolui, surgem lesões que provocam a necrose do tecido foliar. 

Como forma de combate recomenda-se o uso de variações resistentes e rotação de cultura. 

Além disso, é preciso ter cuidado para não deixar a lavoura muito molhada e nem machucada durante aplicação de defensivo agrícola, já que as bactérias podem entrar no trigo por essas lesões.

11. Queima da folha

Queima da folha

Essa doença também é relatada em todos os países produtores, sendo que aqui no Brasil é mais comum nas lavouras presentes em regiões mais frias. 

O causador da doença é uma bactéria que habita a região superficial das folhas do trigo, contudo, os sintomas não aparecem até o espigamento.

Tudo começa com uma mancha aquosa de cerca de 1mm, que evolui em poucos dias para uma mancha de coloração branco-amarelada e, na sequência, a lesão evolui para necrose. 

A forma de proteção é a mesma da estria bacteriana: seleção de espécies, rotação de cultura e cuidados com a hidratação da lavoura e o manejo de defensivos agrícolas. 

Fique atento na sua lavoura!

Agora que você já conhece as principais doenças do trigo, fica mais fácil identificá-las e controlá-las, concorda? 

Conhecer melhor as plantas e os desafios da lavoura é a melhor forma de proteger seu trabalho e acionar um profissional para auxiliar em caso de desafios como doenças.

Quer mais conhecimento? 

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